História
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As semanas de Música do Estoril foram criadas em 2001 pela fusão dos Cursos Internacionais de Música, do Festival de Música e do Concurso de Interpretação do Estoril.
Desde a sua criação em 1962, milhares de jovens músicos de todos os continentes participaram nos
Cursos Internacionais de Música. Artistas como Maria João Pires, Ana Bela Chaves, Artur Pizarro, Álvaro Cassuto, Pedro Burmester, Elsa Saque, António Rosado, incluindo a quase totalidade dos músicos portugueses contemporâneos, passaram por master-classes dirigidas pelos mais conceituados artistas e pedagogos mundiais. Em 1987 receberam a Medalha de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura por ocasião do 25.º aniversário da sua fundação.
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Por sua vez, o Festival de Música, criado em 1975, tem proporcionado a presença de figuras do mais alto relevo como Mstislav Rostropovitch, Sándor Vegh, Rudolf Nureyev, Marcel Marceau, Teresa Berganza, Paul Tortelier, Ruggiero Ricci, Paul Badura-Skoda, Christa Ludwig, Aldo Ciccolini, Hopkinson Smith, Gustav Leonhard, Gundula Janowitz, Rinaldo Alessandrini, Ewa Podles; orquestras prestigiadas como a Filarmónica de Moscovo, os Virtuosos da Filarmónica de Berlin, a Orquestra Barroca da Comunidade Europeia ou, ainda, os agrupamentos Hilliard Ensemble, As Grandes Vozes Búlgaras, o Ballet Nacional de Espanha, o Ballet da Ópera de Nice e Orfeón Donostiarra, entre centenas de outros que contribuíram para a difusão de novos valores e criações, através de cerca de quatrocentas obras apresentadas pela primeira vez em Portugal, muitas das quais em estreia mundial. Além de compositores contemporâneos consagrados como Messiaen, Ligeti, Webern, Feldman, Luis de Pablo, Lopes-Graça, Ohana, ou Peixinho, o festival tem dedicado especial atenção às novas gerações de criadores. Reconhecido no meio internacional pelo seu valor como um dos expoentes artísticos nacionais, foi integrado em 1983 na European Festivals Association, máximo organismo mundial da especialidade, obtendo nos últimos anos o reconhecimento da Comissão Europeia pelo seu contributo ao Diálogo Intercultural e à Criatividade e Inovação.

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Do mesmo modo, o Concurso de Interpretação do Estoril, criado em 1990, tem contribuído para a difusão dos mais promissores valores nacionais da actualidade. Artistas que se têm afirmado no panorama musical, como Ana Ferraz, Luis Rodrigues, Armando Possante, Adriana Ferreira, Iva Barbosa ou Otto Pereira, entre outros, venceram o Primeiro Prémio do concurso.
Em 2003, as Semanas de Música do Estoril iniciaram o projeto Mare Nostrum, resultante dos encontros Nova Geração de Compositores do Mediterrâneo, realizados em anos anteriores com participantes de Itália, França, Espanha, Croácia, Eslovénia, Grécia, Turquia, Líbano, Tunísia, Jordânia, Chipre e Portugal. O êxito da iniciativa, fonte permanente de conhecimento das correntes estéticas de hoje, afirmação de identidades e preservação de uma cultura comum, permitiu que se apresentassem ao público do festival estreias mundiais e nacionais de obras de Kamran Ince, Jacopo Baboni, Luis Tinoco, Antun Tomislav Saban, Sérgio Azevedo, Emilio Calandin, Alberto Colla, Carlos Marecos, Jean-Philippe Bec, Jesus Rueda, Francesco Antonioni, José Luís Ferreira, Gabriel Erkoreka, João Madureira, Nuno Corte-Real, entre outros. Mare Nostrum deu origem ao novíssimo projecto europeu MusMA criado pela EFA com base na experiência do Estoril.